Condenado e esquecido

Condenado e esquecido

Enquanto estiver solto, Dirceu será prova viva do absurdo recursal da Justiça brasileira esperando em casa pena de 30 anos; quando for preso, cairá no amargo esquecimento dos velhos companheiros que só ligam para Lula

José Nêumanne

20 de abril de 2018 | 13h15

Esqueça essa imagem heroica de ex-líder de Dirceu: hoje espera prisão e foi esquecido pelos velhos companheiros. Foto: Sérgio Neves/Estadão

Enquanto apela para embargos dos embargos para adiar prisão inevitável para cumprir 30 (!!!) anos de pena por corrupção passiva, pertinência a organização criminosa e lavagem de dinheiro, o ex-chefe da Casa Civil de Lula no primeiro mandato, José Dirceu de Oliveira, ainda pertencente ao PT, é tratado como zero à esquerda pelos mesmos dirigentes e militantes de seu partido que movem céus e terras para reduzir a pena do chefão e até mitigar sua solidão. Disciplinado, o ex-líder estudantil não delatou companheiros nem descreveu modus operandi dos crimes do mensalão, mas não é tema de campanha no exterior nem acusações fantasiosas de perseguição e prisão politica como a presidente nacional petista, Gleisi Hoffmann faz em relação a Lula. Este é meu comentário no podcast Estadão Notícias postado no Portal do Estadão desde sexta-feira 20 de abril de 2018, às 6 horas.

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