Comprando vacinas à revelia do ministério

Carlos Murillo, que era presidente da Pfizer no Brasil no ano passado, contou aos senadores que filho 02 de Bolsonaro e assessor internacional se intrometeram na compra de vacinas anticovid

José Nêumanne

14 de maio de 2021 | 20h32

Executivo da Pfizer informou na CPI da Covid no Senado que governo brasileiro esnobou por três meses oferta de milhões de doses de vacinas e pessoas estranhas ao Ministério da Saúde entraram no negócio. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O vereador do Rio Carlos Bolsonaro e o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, participaram das negociações feitas entre a Pfizer e o governo federal para aquisição de vacinas contra covid. O presidente da Pfizer da América Latina e ex-presidente da farmacêutica no Brasil, Carlos Murillo, confirmou, em depoimento na CPI da Covid, que o filho ’02’ do presidente Jair Bolsonaro e Martins acompanharam parte de uma reunião em setembro com representantes da farmacêutica no escritório do então secretario de comunicação do governo federal, Fábio Weingarten, que desapontou os membros da CPI da Covid ao não justificar sua intromissão. O acontecimento é uma afronta à democracia e à gestão pública num País que não tem governo nem respeita princípios republicanos.

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Assuntos para comentário na sexta-feira 14 de maio de 2021

1 – Haisem – Depoimento da Pfizer na CPI reforç.a suspeita de “gabinete paralelo” – Esta é a manchete de primeira página da edição impressa do Estadão nesta sexta-feira – A que conclusão é possível chegar a partir dessa constatação que impressiona, mas não surpreende ninguém

2 – Carolina – STF impõe derrota à União em caso do Pis Cofins – Este é o título de chamada na primeira página do jornal que circula hoje – O que há a comentar sobre essa má notícia para os gestores de nossas contas públicas e que conseqüências pode ter sobre a crise econômica atual

3 – Haisem – Governador do Distrito Federal ajuda  região de suas fazendas no Piauí – Este é o título de uma chamada de primeira página do Estadão distribuído hoje – Existe, a seu ver, alguma justificativa razoável para essa atitude

4 – Carolina – Prova do Enem pode ficar para janeiro de 2022 – Este é o título de uma chamada na primeira página do jornal. Qual é a conseqüência desse adiamento na vida dos jovens cujo sonho seria começar a freqüentar uma universidade neste País

5 – Haisem – Câmara alivia controle sobre licenciamento ambiental – Este é o título de outra chamada de primeira página do Estadão do dia. Quais serão as conseqüências dessa decisão que amplia mais essa devastação da natureza no Brasil

6 – Carolina – Israel aplica ataques a Gaza e chama nove mil reservistas – Este é o título de mais uma chamada no alto da primeira página do jornal neste 14 de maio. Em que essa notícia adia mais uma vez qualquer laivo de esperança em paz no conflito milenar no Oriente Médio

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