As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Com Bolsonaro milícias crescem

Milícias do Rio assumem domínio quatro vezes maior do que tráfico de drogas depois de intervenção federal na segurança fluminense sob chefia do chefe da Casa Civil de Bolsonaro

José Nêumanne

20 de outubro de 2020 | 11h25

Acusado de chefiar milícia de Rio das Pedras, Adriano foi condecorado por Flávio e defendido por Jair Bolsonaro e depositou dinheiro na conta de Fabrício. Foto: Reprodução

Impressiona e assusta o crescimento das milícias, que hoje controlam 57% do território do município do Rio de Janeiro, superando em quase quatro vezes o crime organizado do tráfico de drogas, que mantém 15% no Mapa dos Grupos Armados. Um de cada três moradores vive sob o terror desses dois tipos de banditismo. As milícias cresceram muito desde a intervenção militar na segurança do Estado, decretada por Temer de fevereiro a dezembro de 2018 e sob a chefia do general Walter Braga Netto, hoje chefe da Casa Civil de Bolsonaro, que defendeu milicianos amigos na Câmara dos Deputados. A mesma defesa foi feita em 2019, primeiro ano de seu governo, pelo ministro da Defesa, chefe dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, general Fernando Souza e Silva, que disse na Câmara que esse tipo de máfia surgiu “com boa intenção de ajudar as comunidades” mas se desvirtuaram. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: