Coelho, político às antigas

Coelho, político às antigas

Quando indicou líder de seu governo no Senado, Bolsonaro sabia que ele nunca teve nada que ver com a nova política nem com combate à corrupção, bandeiras que assumiu na campanha, mas pendurou na chapelaria do Congresso

José Nêumanne

20 de setembro de 2019 | 17h02

Esta amizade é antiga demais para ser abalada por uma mudança de governo rotineira na República: Renan, Jucá e Coelho, do MDB. Foto: André Dusek Estadão

O Senado está indignado com buscas e apreensões em gabinetes e casas dos Coelhos pai e filho, atribuindo-as a mera vingança de Moro e da Lava Jato, como se esses baluartes da mais velha política brasileira fossem puros e inocentes. O pai foi ministro de Dilma e é acusado de ter pegado com o filho R$ 5,5 milhões de propinas para favorecer empreiteiras na obra inacabada da transposição do rio São Francisco para o sertão. Se Bolsonaro não sabia de seu passado suspeito, não se informou direito. Se sabia e pensou que a PF não o investigaria, não conhece bem a história recente. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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