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Cloroquina, droga no palanque

Bolsonaro demitiu dois ministros da Saúde e conseguiu do general provisório documento sem assinatura de médico nem valor para adotar cloroquina em tratamentos de quaisquer casos de covid-19

José Nêumanne

21 de maio de 2020 | 21h55

Ao lado do chanceler Ernesto Araújo na reunião do G20, Bolsonaro mostra caixa de cloroquina, cujo efeito curativo sobre covid-19 não é comprovado por cientistas. Foto: Marcos Corrê-PR

O presidente Jair Bolsonaro teve de demitir dois ministros da Saúde e nomear um general para o lugar para receitar cloroquina. O uso político do remédio só no discurso como efeito da pílula do câncer, charlatanismo é um dos inúmeros discursos políticos manipulados por Bolsonaro. O uso em larga escala da cloroquina para combater  a covid-19 tornou-se uma das principais bandeiras do presidente da República durante a pandemia, mesmo sem qualquer respaldo da comunidade científica sobre a eficácia da droga. Nas redes sociais, bolsonaristas fanáticos destacaram a “coragem” do chefe do governo em “liberar” a droga. É um erro crasso misturar ideologia com esse comportamento esdrúxulo. Na verdade, ele é um coquetel de preguiça, inveja, incompetência, burrice, ressentimento e completa falta de sensibilidade e empatia.

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Assuntos para comentário da quinta 21 de maio de 2020:

1 – Haisem – Regra sobre cloroquina sai sem assinatura e com pouco efeito – diz título de chamada de primeira página do Estadão – Em que essas circunstâncias justificam trocas de dois ministros da Saúde em um mês e permanência de um interino na pasta em pleno pico da pandemia

2 – Carolina – O que vale: o uso equivocado da expressão “ainda bem” pelo ex-presidente Lula em sua live na Carta Capital anteontem ou seu pedido de desculpas pela frase infeliz ontem

3 – Haisem – O que as pesquisas recentes sobre fidelidade do PT a Lula e da extremíssima direita a Jair Bolsonaro dizem sobre impasse que permanece e as perspectivas eleitorais para este ano, se as eleições municipais deste ano não forem adiadas, e as presidenciais em 2022

4 – Carolina – Em que o depoimento de cinco horas dado pelo empresário carioca Paulo Marinho ontem na Polícia Federal compromete os futuros políticos do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de seu filho dito 01, Flávio Bolsonaro, até este momento

5 – Haisem – Como poderia ser intitulado um filme que se produzisse sobre o apelo do presidente da República, Jair Bolsonaro, a seus antigos companheiros do Centrão já presenteados com cargos bilionários na administração federal durante a vigência do que ele chama de “nova política”

6 – Carolina – Regina Duarte é demitida, mas ganha prêmio de consolação – diz título de chamada de primeira página da edição de Estadão hoje. Em que a vida real imita a ficção neste episódio grotesco

(Pergunto: vale tocar a música Dona, que era tema da Viúva Porcina no Roque Santeiro ou criará problemas?)

 

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