Chega de papo
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Chega de papo

Governo Temer reagiu tardiamente para por fim ao caos no abastecimento causado pelos bloqueios de caminhoneiros nas estradas, mas agora terá de provar que tem poder para reprimir radicais aproveitadores

José Nêumanne

29 Maio 2018 | 12h16

Mobilizados desde sexta-feira para desobstruir estradas, militares postam-se diante de refinaria, em São José dos Campos. Foto: Nilton Cardin

Até agora, por incompetência e insensibilidade, o governo Temer conversou demais e não agiu como devia para resolver a crise de abastecimento de combustíveis e gêneros alimentícios por causa dos bloqueios de caminhoneiros nas estradas, apesar de estes configurarem crimes: interrupção do direito de ir e vir, locaute (greve de patrões), chantagem e sequestro. Depois de as autoridades terem cedido em tudo, bandeiras como redução de gasolina e etanol, Fora Temer, Intervenção Militar Já e Lula Livre se introduziram de forma sorrateira, aproveitando-se do sucesso do movimento. A paralisação passou, então, a ser subversiva e a ameaçar a democracia, exigindo, portanto, repressão policial, que ainda não se sabe se o governo tem poder para fazer. Este é meu comentário no Podcast Estadão Notícias, no ar no Portal do Estadão desde as 6 horas da terça-feira 29 de maio de 2018.

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