Chacota dolorosa
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Chacota dolorosa

Anúncio de Programa de Demissão Voluntária pra funcionários pelo governo provoca riso e choro

José Nêumanne

25 de julho de 2017 | 12h17

Temer e Mais devem ter muita coisa a esconder de nós; e deles próprios. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A despesa com funcionalismo federal este ano vai aumentar 30 bilhões de reais, em parte por causa dos reajustes feitos por Temer no ano passado. Havia cinco anos, a despesa com funcionários estava controlada. Temer torrou a grana com a turma que Elio Gaspari chama de andar de cima, o funcionalismo público. Até agora, só o assalariado está pagando a conta. Ele tascou um aumento de imposto e vem falar de PDV. Você, que está aí me ouvindo, vai deixar o deputado em que votou votar contra a acusação de Janot contra Temer na Câmara no dia 2 de agosto? Não vai assediá-lo?  Até quando nós, os gatos espoliados, poderemos pagar essa chacota dolorosa? Se não cuidarmos de nossos bolsos, eles não cuidarão;

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na terça-feira 25 de julho de 2017, às 7h30m)

Para ouvir clique no link abaixo e, em seguida, no play:

Para ouvir Até quando, com Gabriel Pensador1, clique aqui

 

Abaixo, a íntegra da degravação do comentário:

Eldorado 25 de julho de 2017 – Terça-feira

 

Está no portal do Estadão: Governo quer economizar R$ 1 bi por ano com PDV para servidores federais. Equipe econômica conta com a adesão de 5 mil funcionários civis do Executivo com a oferta de 1,25 salário por ano de trabalho para quem aderir ao programa; medida será analisada por Temer e enviada ao Congresso Nacional. É sério?

Pressionado pelo risco de não conseguir fechar as contas públicas neste e no próximo ano, o governo vai lançar um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para os servidores civis do Executivo. Pelos cálculos do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o governo poderá economizar cerca de R$ 1 bilhão por ano com a iniciativa. O último PDV foi feito no governo Fernando Henrique Cardoso.

A expectativa é que pelo menos 5 mil servidores participem do programa – aproximadamente 1% do total. Segundo o Planejamento, a proposta prevê também que os servidores efetivos poderão requerer a redução da jornada de trabalho de 8 horas diárias e 40 horas semanais para 6 ou 4 horas diárias e 30 ou 20 horas semanais. A remuneração será proporcional.

Para quem optar pela redução de jornada, será assegurado o pagamento adicional de meia hora diária. O funcionário público poderá exercer outra atividade, pública ou privada, desde que não haja potencial conflito de interesses ou incompatibilidade de horários. Também lhe será permitido atuar na administração de empresas.

Depois de elevar a tributação dos combustíveis, a equipe econômica tem sido criticada por ter mantido os reajustes dos servidores acertados pela ex-presidente Dilma Rousseff, com forte peso nos gastos do governo.

As medidas serão enviadas ao Congresso por meio de uma Medida Provisória (MP), que entra em vigor imediatamente para a adesão dos servidores – o pagamento só ocorrerá em 2018.

O governo vai oferecer 1,25 salário por ano de trabalho do servidor que aderir ao PDV. A indenização será isenta de recolhimento de Imposto de Renda (IR) e de contribuição ao regime próprio de Previdência, de acordo com a minuta da MP obtida pelo Estadão/Broadcast. O texto encaminhado pelo Planejamento ainda deve ser analisado pelo presidente Michel Temer e prevê outro tipo de incentivo ao funcionalismo: licença sem remuneração.

SONORA 2507 MEIRELLES

A despesa com funcionalismo este ano vai aumentar 30 bilhões, em parte por causa dos reajustes do ano passado. Fazia cinco anos a despesa com funcionários estava controlada. Temer torrou a grana com a turma que Elio Gaspari chama de andar de cima. Por enquanto, só o assalariado está pagando a conta. Agora ele tascou um aumento de imposto e vem falar de PDV. Você, que está aí me ouvindo, vai deixar o deputado em que votou votar contra a acusação de Janot contra Temer na Câmara? Não vai assediá-lo. Até quando você vai poder pagar essa conta?

 De fato, muitos deputados seguem indecisos em relação ao prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara por corrupção passiva. Eles estão indecisos mesmo ou estão valorizando o passe, como se diz na gíria do futebol?

O Globo publicou na semana passada que: o presidente Michel Temer concentrou, só nas duas últimas semanas, o anúncio de programas e liberações de verbas que chegam a R$ 15,3 bilhões para estados e municípios, num aceno a parlamentares da base aliada. A concentração desse pacote de bondades aconteceu em uma semana decisiva para selar o futuro de Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
A demanda de parlamentares por liberação de emendas, que já passaram de dois bilhões de reais só nas primeiras duas semanas do mês, só aumenta. Já passou de quatro bilhões. Dizem que a lei é que manda, como disseram no ano passado que só estavam pagando o que Dilma acertou. Como se palavra de Dilma fosse lei. Certo é que os deputados da base governista tentam cativar aqueles que ainda estão indecisos. O deputado Baleia Rossi, do PMDB, aliado de Temer, participa das articulações nessa última semana antes da volta do recesso:

SONORA 2507 ROSSI

Isso acontece por que o cidadão não exige que seu representante o represente. A votação do caso Temer na Câmara será no dia 2 de agosto, no plenário da Casa e a tendência, por enquanto, é que tudo continue como dantes no quartel de Abrantes. Até quando?.  A manchete do Estadão registra que adiamento de reforma da Previdência custará ao menos 18 bilhões e 600 milhões de reais. Adivinhe quem vai pagar esse rombo.

Um total de R$ 419.193,53 confiscados do ex-presidente Lula foram depositados em contas judiciais ontem. Ainda dá pra acreditar que esse cidadão é perseguido por proteger os pobres?

Duas guias de depósito foram anexadas aos autos da Operação Lava Jato.

Por ordem do juiz federal Sérgio Moro, o petista teve um total de R$ 606.727,12 bloqueados pelo Banco Central na terça-feira, 18. Outros 9 bilhões na BrasilPrev, tendo Lula e sua empresa de palestras LILS como beneficiários, também foram confiscados

O congelamento dos ativos do petista foi decretado a pedido do Ministério Público Federal.

O bloqueio dos imóveis do petista atinge ‘a parte ideal de 50% correspondente à meação’ – em fevereiro, a mulher do ex-presidente, Maria Letícia, morreu vítima de um AVC.

Ganhar muito dinheiro não é crime, mas qualquer cidadão é obrigado a justificar o patrimônio. O que Lula fez para se eximir desse dever? Por exemplo: qualquer cidadão paga previdência mensalmente, ao longo de anos, inclusive a privada. Por que Lula deixou para pagar nove milhões de uma vez e coincidentemente logo quando a Lava Jato passou a operar? Ainda dá pra tratar Lula como um cidadão acima de qualquer suspeita só porque ele foi pobre e fez a carreira brilhante na política que ele fez.

Enfim, o Supremo Tribunal Federal (STF) destravou um processo envolvendo o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) quase oito meses depois de o plenário da Corte aceitar a denúncia contra o peemedebista pelo crime de peculato. Será que dá pra acreditar que agora Renan vai ter de se defender das acusações que lhe são atribuídas?

O acórdão, uma espécie de resumo do julgamento, deve ser publicado no início do próximo mês, depois de o ministro Celso de Mello concluir a revisão de um voto proferido em 1º de dezembro do ano passado.

Naquela ocasião, por 8 votos a 3, os ministros do STF decidiram tornar Renan réu por peculato – o peemedebista é acusado de desviar recursos públicos de verbas indenizatórias do Senado por meio da contratação de uma locadora de veículos em 2005.

Em dezembro, os ministros do Supremo aceitaram a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de peculato, mas rejeitaram as acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso. Celso de Mello foi um dos oito ministros que votaram pelo recebimento parcial da denúncia contra o peemedebista.

Agora que o ministro Celso de Mello concluiu a revisão do voto, o acórdão deve ser publicado no início de agosto no “Diário da Justiça Eletrônico”.

Levantamento exclusivo da Revista Congresso em Foco mostra que, entre 2015 e 2017, cresceu o número de inquéritos e ações penais contra senadores e deputados tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF). O total de investigações do gênero passou de 274 para 404 (aumento de 67,82%) desde agosto de 2015, quando foram publicados os números referentes àquele período na 18ª edição da revista.

Já o número total de acusados cresceu 45% de dois anos para cá. Naquele ano, quando uma nova legislatura estava no início, eram 164 os parlamentares investigados no Supremo. O total saltou para 238 neste último levantamento realizado pela reportagem, com dados atualizados em 22 de junho.

É como escreveu Deonísio da Silva num artigo no Globo citando a parábola bíblica: é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que Moro soltar ou o Supremo condenar. E a pergunta que não quer calar em relação a esta segunda é por quê? Parece simples: porque todos participam da mesma casta privilegiada e convivem na promiscuidade geral de Brasília. Só por isso, para o juiz da primeira instância, que está na batalha comum da Justiça, a lei pode ser igual para todos. Para os ministros das cortes superiores, não. A tal da lei é mais igual pros amiguinhos.

A Procuradoria-Geral da República pediu ontem a transferência do procedimento penal instaurado na Espanha contra o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira. Ele teve um mandado de captura internacional decretado pela Justiça espanhola pelos crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Como ele é brasileiro nato e não pode ser extraditado, o objetivo é ter acesso aos detalhes e provas da investigação espanhola para viabilizar a acusação penal contra ele no Brasil. O ex-presidente da CBF e Alexandre Rosell – também conhecido como Sandro Rosell -, ex-presidente do Barcelona, teriam usado empresas de fachada e contas bancárias, estas mantidas especialmente no Principado de Andorra, para ocultarem os valores obtidos a partir da venda dos direitos de transmissão dos jogos da Seleção Brasileira de futebol, ’em prejuízo da CBF’.

Até quando os cartolas brasileiros só serão apenados e presos (o único é José Maria Marin em Nova York) no exterior? A Justiça brasileira não se envergonha de passar esse vexame? O deputado petista de São Paulo Vicente Cândido, notoriamente ligado à cúpula da CBF, ameaçada pela Interpol, está ditando as regras da reforma política numa boa. Até quando?

SONORA Até quando Gabriel Pensador

https://www.youtube.com/watch?v=rH5TRzmOVFo