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Censura socorre Flávio

Juíza proibiu TV Globo de publicar documentos que incriminam filho nota zero de Bolsonaro no inquérito do peculato na Alerj, censura que emula AI5 na ditadura

José Nêumanne

06 de setembro de 2020 | 21h26

Flávio Bolsonaro comemora nas redes sociais censura judicial que o beneficia em investigação de peculato na Alerj. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A juíza Cristina Serra Sodré, que não se perca pelo primeiro sobrenome, da 33.ª Vara Cível do Tribunal de Justiça Federal proibiu o Jornal Nacional da TV Globo de mostrar documentos produzidos pelo MP-RJ na investigação em que o filho nota zero do presidente Jair Bolsonaro é acusado de desviar dinheiro do contribuinte para pagar despesas pessoais, financiar imóveis e lavar dinheiro numa loja de chocolates num shopping da Zona Sul. O presidente da ANJ, Marcelo Rech, acusou-a, corretamente, de cercear “o direito da sociedade de ser livremente informada” O presidente da ABI, Paulo Jeronimo, comparou o ato autoritário com o que “existia no tempo da ditadura militar e do AI-5.” Em vez de se comportar como representante do povo no Senado, o senador Flávio Bolsonaro, notoriamente parvo, comemorou nas redes sociais e acusou os meios de comunicação de criminosos”. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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