Celso, Bolsonaro e Hitler

Um dia depois de relator de inquérito sobre acusações de Moro ao presidente acusá-lo de pretender dar autogolpe, presidente leva general a ato de apoiadores que querem fechar Congresso e STF

José Nêumanne

01 de junho de 2020 | 22h16

Adolf Hitler, eleito chanceler, cumprimenta o presidente da República de Weimar na Alemanha, Von Hindenburg, pouco antes de dar um autogolpe, assumir o poder absoluto  e por o mundo em polvorosa. Foto: Reprodução

No sábado 30, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, comparou o Brasil à Alemanha de Hitler, em mensagem enviada a seus interlocutores no WhatsApp, dizendo que bolsonaristas “odeiam a democracia” e querem instaurar uma “desprezível e abjeta ditadura”. Celso de Mello é o relator do inquérito que investiga as acusações, levantadas pelo ex-ministro Sérgio Moro , de que Bolsonaro tentou interferir politicamente na Justiça Federal. No domingo 31, o presidente da República deu-lhe razão ao dar uma volta de helicóptero pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para sobrevoar ato antidemocrático de seus adoradores contra o Congresso e o STF. E ainda deu carona ao ministro da Defesa, general da ativa Fernando Azevedo e Silva.

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Assuntos para comentário na segunda-feira 1 de junho de 2020:

1 – Haisem – Decano do STF vê momento igual ao da ascenão do nazismo – diz manchete de primeira página da edição de hoje do Estadão. Em que este aviso do ministro mais antigo do Supremo Tribunal Federal evitará a ruptura anunciada pelo deputado Eduardo Bolsonaro neste fim de semana

2 – Carolina – Presidente participa de ato contra o Supremo – registra título de chamada no alto da mesma primeira página do Estadão. Como você analisa o sobrevôo da manifestação em favor de seu governo e contra os outros dois poderes que foi efetuado por Bolsonaro ao lado do ministro da Defesa, general da ativa Fernando de Azevedo e Silva

3 – Haisem – Paulista tem confronto entre grupos contra e pró-Bolsonaro – noticia chamada também na primeira página do Estadão. Que efeitos essas manifestações poderão produzir, a seu ver, nas crises sanitária e político-institucional neste momento em que ambas atingem o temido pico

4 – Carolina – Que impacto provocou em você e que conseqüências práticas terá na reação da polícia e da Justiça da imagem do grupo 300 do Brasil imitando as vigílias noturnas dos supremacistas da Ku Klux Klan no Sul dos Estados Unidos, de muito triste memória para o mundo inteiro

5 – Haisem – Planalto cederá presidência do BNB ao Centrão – noticia hoje em primeira página o Estadão. Até que ponto essa clara adesão àquilo que o presidente da República chamava de “velha política”, que ele não adotaria, na campanha eleitoral

6 – Carolina – Que consequências, na sua opinião, terá o assassinato a céu aberto do negro George Floyd pelo policial branco Derek Chauvin em Minneapolis, abrindo mais uma vez a caixa de Pandora das explosivas tensões raciais nos Estados Unidos em plena pandemia da covid-19

 

 

 

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