Caso Escola Base repetido agora
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Caso Escola Base repetido agora

Um quarto de século depois, procuradora do Rio sofre perseguição idêntica à ocorrida com educadores acusados de terem abusado de criança, erro que levou à ruína escola e casamento do casal

José Nêumanne

04 de novembro de 2019 | 20h07

Procuradora Cármen Elisa de Carvalho fazia parte de uma equipe de três no inquérito, mas virou bode e pagou o pato por causa de erro do Jornal Nacional. Foto: Alçerj

O caso Escola Base, ocorrido há 25 anos e lembrado até hoje com vergonha pelos meios de comunicação, repete-se na perseguição contra procuradora do MP do Rio Cármen Eliza de Carvalho, da equipe encarregada pela investigação do assassinato de Marielle e Anderson. Pressionada por críticos impiedosos, ela afastou-se da tarefa  pelo fato de ter divulgado em redes sociais foto sua com o rosto de Jair Bolsonaro no dia da eleição. A seu favor pronunciaram-se os pais da vereadora morta, mas isso não impediu que, para livrar a cara da Globo por uma notícia falsa dada no caso, oportunistas a usassem como bode expiatório.

Assuntos para comentários da segunda-feira 4 de outubro de 2019

1 – Haisem – Ainda há alguma coisa que você possa dizer sobre o pedido de afastamento da procuradora Carmen de Carvalho, do Ministério Público do Rio, da investigação do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

2 – Carolina – O que há de verdadeiro e, portanto, grave no noticiário da semana passada em que se tentou envolver o presidente Jair Bolsonaro na execução da vereadora do PSOL e de seu motorista

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3 – Haisem – Por que não se encerra de uma vez a discussão sobre a investigação em torno de Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o presidente Jair Bolsonaro em campanha em 6 de setembro em Minas

4 – Carolina – Quais são as possibilidades de o líder do PSL na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro, vir a ser julgado pela Comissão de Ética da Casa por causa de suas declarações sobre o Ato Institucional número 5

5 – Haisem – O que dá para concluir da informação de que o PSL, partido pelo qual o presidente da República se elegeu, pagou a advogados particulares com verbas públicas

6 – Carolina – Em sua opinião, há, de fato, alguma relevância na informação de que Manuela d’Ávila, do PCdoB, não tenha procurado a polícia para relatar as conversas que teve com o hacker de Araraquara Valter Delgati, o Vermelho, até levá-lo a Glenn Greenwald, do Intercept, quando elas aconteceram

7 – Haisem – O que dizer da informação de que o armador do navio grego acusado pelas autoridades brasileiras de haver derramado o petróleo venezuelano que chegou à costa brasileira foi citado na Operação Lava Jato

8 – Carolina – Por que você recomenda o artigo do prêmio Nobel de Literatura peruano Mario Vargas Llosa publicado no Estadão de ontem para quem quer entender as violentas manifestações de rua no Chile

 

 

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