Cara nova do Congresso
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Cara nova do Congresso

Embora tenha adiado decisão sobre presidente para segundo turno, eleitorado brasileiro renovou Senado e Câmara com parlamentares dispostos a manter o combate à corrupção e expulsou suspeitos na Justiça

José Nêumanne

10 Outubro 2018 | 07h15

Eduardo, filho de Bolsonaro, é um dos deputados que multiplicou por 52 bancada do PSL. Foto: Felipe Rau/Estadão

Contrariando vários analistas, inclusive este que lhes escreve, o eleitor que compareceu de forma ordeira e pacífica às urnas no domingo impôs sua vontade às cúpulas dos partidos que fizeram de tudo para reeleger seus membros e outros suspeitos de terem participado das grandes roubalheiras dos escândalos mensalão e petrolão. Disso resultou uma renovação, inesperada até para os institutos de pesquisa, no Congresso, em especial na Câmara, que, como várias vezes já adverti aqui, detém maior poder de governar do que o presidente da República, seja ele qualquer um dos dois que passaram para o segundo turno. Esse novo panorama anima quem quer permanência do combate à corrupção. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quarta-feira 10 de outubro de 2018.

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