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Capital privado no SUS, coisa de tolo!

Bolsonaro decretou estudos para privatizar obras de UBS do SUS na terça e, como a chiadeira foi grande, anulou o decreto na quarta e ainda assim ironizou quem criticou sua ideia de jerico

José Nêumanne

29 de outubro de 2020 | 22h28

Bolsonaro deu uma tremenda mancada ao tentar privatizar obras em UBS do SUS, recuou quando percebeu que ninguém caiu na conversa fiada e ainda assim quer dar uma de gostoso. Foto: Evaristo Sá/AFP

Após forte reação contrária, o presidente Jair Bolsonaro decidiu nesta quarta-feiras revogar decreto publicado na véspera no Diário Oficial autorizando estudos para conceder as Unidades Básicas de Saúde (UBS) à iniciativa privada. A medida foi vista como o início da privatização do Sistema Único de Saúde (SUS). Depois de críticas fortíssimas de todos os lados, o Palácio do Planalto recuou e admitiu que o texto estava “equivocado”.  A determinação agora é que o texto seja revisto. Não cancelado, certo? Como Bolsonaro defendeu a ideia original e ainda ironizou quem o criticou, como é de hábito, não é de todo que surja outro dia com outra argumentação. Aí seria o caso de mandar instalar um cartaz nas portas das UBS: “Aqui pobre não tem vez”. Não adianta querer disfarçar. Privatizar obras do SUS é uma ideia de jerico.

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Assuntos para comentário da quinta-feira 29 de outubro de 2020

1 – Haisem – Governo decide revogar decreto sobre SUS – Este é o título de chamada de primeira página na edição impressa do Estadão hoje. O que, na sua opinião, inspirou o presidente a privatizar postos do SUS para depois rapidamente voltar atrás

2 – Carolina – O que você tem a dizer sobre a notícia de que o Ministério da Saúde sabia de um relatório sobre a necessidade de uma reforma urgente e radical no Hospital Federal de Bonsucesso, que pegou fogo anteontem no Rio, e falava na possibilidade de morte de pacientes, mas não tomou nenhuma providência

3 – Haisem – O que você tem a dizer sobre a notícia de que candidatos a vereador em São Paulo e no Rio receberam auxílio emergencial do governo para os trabalhadores impossibilitados de trabalhar na pandemia e doaram para a própria campanha

4 – Carolina – Ex-porta-voz, Rêgo Barros é visto como “novo Santos Cruz” – Por que, a seu ver, o general que foi isolado, não foi promovido e depois foi afastado de sua importante função no palácio está sendo comparado com o general Santos Cruz, que foi muito ligado a Jair Bolsonaro na academia militar e hoje é considerado o guru dos militares humilhados e ofendidos

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