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Campanha oficial da pandemia é crime

Piores do que paródia da frase sobre trabalho no portão de campo de concentração nazista na campanha oficial do governo federal sobre pandemia são mentiras e uso eleitoral de dinheiro público

José Nêumanne

12 de maio de 2020 | 18h39

Cinismo da frase fundida no portão de entrada do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, revela cinismo dos nazistas, comparável ao da Secom da Presidência no Brasil. Foto: Joel Sager/AFP

Sábado entrou no ar publicidade da Secretaria Especial de Comunicação do governo federal abordando a pandemia da covid-19 sobre o tema “O trabalho, a união e a verdade libertarão o Brasil”. Muita gente torceu o nariz porque o lema lembra inscrição em portão de campo de concentração nazista, “o trabalho liberta”. É muito pior. A campanha mente quando diz que “parte da imprensa insiste em virar as costas aos fatos, ao Brasil e aos brasileiros”. É mentira: quem faz isso é Bolsonaro, tratado como chefe no texto do vídeo criminoso. A maior vergonha é o fato de o presidente usar dinheiro público para fazer propaganda para uma eleição a ser realizada em 2 anos e sete meses debochando da doença e combatendo o isolamento social usado em todos os países do mundo menos quatro, inclusive o Brasil tendo o número de óbitos ultrapassado o total de 11 mil. Até quando o intolerável será tolerado? Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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