Câmara assalta Orçamento

Câmara assalta Orçamento

Numa votação quase unânime, 448 a 6 votos no primeiro turno e 453 a 3 no segundo em meia hora, Maia conseguiu aprovação de projeto, engavetado há quatro anos, que reduz poder do Executivo sobre as contas

José Nêumanne

27 de março de 2019 | 12h59

Câmara usou mão do gato para reduzir ainda mais estreita margem de manobra do Executivo e um Bolsonaro ainda comemora. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Em votação quase unânime – 448 a 6 no primeiro turno e 453 a 3 no segundo, em meia hora -, a Câmara dos Deputados aumentou de 93%, que já é absurdo, para 97%  o engessamento do Orçamento, que é a lei mais importante da República, assumindo o controle total dos gastos públicos e torpedeando o projeto do “posto Ipiranga” de Bolsonaro, Paulo Guedes, que contava com a quebra do gesso como passo seguinte após uma eventual – e cada vez mais provável – derrota da “nova Previdência” do governo. Como o deputado Eduardo Bolsonaro votou a favor da ignomínia e ainda citou discursos a seu favor de seu pai e dele em 2015, quando ambos eram da oposição, a Nação foi informada que o capitão governa como se não tivesse sido votado por quase 58 milhões de eleitores brasileiros e deu de mão beijada a Rodrigo Maia, do partido do chefe da sua Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o DEM, oportunidade para mentir mais uma vez, ao concordar com a patacoada dos líderes do governo e do PSL na Câmara, que comemoraram a “vitória”. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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