“Cala a boca, gentalha”
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“Cala a boca, gentalha”

Ao censurar publicação de informação sobre citação de Toffoli, presidente do STF, em delação da Odebrecht à PF, seu colega Moraes entrou para história como sucessor de colegas censores bo regime militar

José Nêumanne

15 de abril de 2019 | 18h40

Moraes e Toffoli reeditam censura à notícia dada em documento oficial para blindar a própria “honra”. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Recentemente, quando estava em julgamento causa que comprometeria a liberdade de imprensa, a ministra do STF Cármen Lúcia fez mais uma de suas frases de efeito: “cala-boca já morreu”. Agora a dupla Dias Toffoli, presidente, e Alexandre de Moraes, relator do inquérito que o outro mandou abrir para combater a condição de instituição da democracia mais impopular de nosso Estado de Direito, parodiaram a sentença meramente retórica da colega dirigindo-se a nós outros, súditos impotentes, o édito imperial da ditadura da cúpula do Judiciário: “cala boca gentalha”. Ao censurar notícia de documento público da PF como ofensa à honra de um nobre membro da casta, o STF mostrou sua cara real. Este foi um dos meus comentários no programa Estadão às 5, retransmitido do estúdio da TV Estadão na redação do jornal por YouTube, Twitter e Facebook na segunda-feira, 15 de abril de 2019, às 17 horas.

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