Caixa preta dos sindicatos
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Caixa preta dos sindicatos

Ao investigar contabilidade sem controle de sindicatos na Operação Registro Espúrio, Polícia Federal pode desvendar por que dono do PTB, Roberto Jefferson, lutou tanto para nomear filha, Cristiane Brasil, ministra do Trabalho

José Nêumanne

30 Maio 2018 | 18h30

PF faz devassa na sede da Força Sindical, na Liberdade, na devassa de um escândalo longevo. Foto: Marcelo Gonçalves/Sigmapress

A Operação Registro Espúrio da Polícia Federal investiga e pode desmascarar um dos maiores e mais antigos escândalos de corrupção do Brasil: a gestão dos sindicatos, que sempre viveram de dinheiro arrecadado do trabalhador pelo Fisco federal e sempre só prestaram contas em assembleias gerais controladas por seus dirigentes, que vivem à tripa forra. No primeiro momento, já ao deflagrá-la, a Polícia Federal explicou um mistério: por que o dono do PTB, Roberto Jefferson, fazia tanta questão de que Temer nomeasse sua filha, Cristiane Brasil, ministra do Trabalho, que teria de abrir mão de se reeleger deputada por mais quatro anos para assumi-lo. É muito dinheiro que está em jogo no milagre da multiplicação dos órgãos de classe, por cujos ralos esvaem parte da poupança resultante do sagrado suor do trabalhador. Este é um dos temas que comentei no programa Estadão às 5, ancorado por Emanuel Bomfim, transmitido do estúdio da TV Estadão no meio da redação e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e  Facebook na quarta-feira 30 de maio de 2018, às 17 horas.

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