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Cai o rei de paus, não fica nada

Joaquim Falcão cita Cartomante, com Elis Regina, de 1977, para comentar sucessão presidencial sem Cunha

José Nêumanne

06 de maio de 2016 | 11h21

Elis cantando hoje em

Elis cantando Brasil de hoje em 1977

O advogado e professor pernambucano Joaquim Falcão, da Fundação Getúlio Vargas, escreveu brilhante artigo no Globo comparando o impasse da sucessão presidencial que será detonada quarta-feira, se o Senado aprovar, como se espera, a abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff na quarta-feira que vem. Na abertura citou Cartomante, de Ivan Lins e Vitor Martins, na interpretação genial da nossa maior cantora em todos os tempos, Elis Regina. Vale a pena ouvir de novo e meditar sobre a atual conjuntura com uma canção gravada há 39 anos. Afinal, a saída de Cunha na fila da sucessão abrirá uma longa discussão política e jurídica sobre acefalia na República.

Clique aqui para ouvir a canção


Nos dias de hoje é bom que se proteja
Ofereça a face pra quem quer que seja
Nos dias de hoje esteja tranqüilo
Haja o que houver pense nos seus filhos

Não ande nos bares, esqueça os amigos
Não pare nas praças, não corra perigo
Não fale do medo que temos da vida
Não ponha o dedo na nossa ferida

Nos dias de hoje não lhes dê motivo
Porque na verdade eu te quero vivo
Tenha paciência, Deus está contigo
Deus está conosco até o pescoço

Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes
Tá tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo dos búzios e nas profecias

Cai o rei de Espadas
Cai o rei de Ouros
Cai o rei de Paus
Cai, não fica nada.