Caça a Dallagnol
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Caça a Dallagnol

Procurador está entre fogo de inimigos da Lava Jato, como assecla de Renan e Gilmar Mendes, e quem os defende, como Barroso, do STF, e Eliana Calmon, ex-corregedora de Justiça

José Nêumanne

05 de agosto de 2019 | 16h39

Palestras como esta de Deltan Dallagnol no auditório do Estadão, estão sendo objeto de investigação de procuradores amigos de Renan e outros alvos da Lava Jato. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Parece que os suspeitos, acusados, processados e réus da Lava Jato que pagaram aos arararraquers para invadir o aplicativo Telegram dos agentes da lei, políticos, jornalistas e policiais e administram o conta-gotas de veneno de Glenn Greenward viram que não vai dar para comprometer Moro a ponto de cancelarem as condenações de Lula. Resolveram, então, partir para a simples vingança contra o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e assestando contra ele agora as baterias com tal violência que o ministro do STF Gilmar Mendes chegou ao extremo de definir a equipe como uma organização criminosa para investigar supremos magistrados e outras altíssimas autoridades. Seu colega de plenário Luís Roberto Barroso foi, contudo, muito mais feliz ao dizer que as tais mensagens hackeadas contêm muito mais fofocas do que quaisquer eventuais ilícitos processuais. E a ex-corregedora da Justiça Eliana Calmon, em entrevista ao Blog do Nêumanne, asseverou: “supostas mensagens do Intercept entre ministro e Dallagnol retratam rotina da relação juiz-promotor em quaisquer julgamentos no País”. E estamos conversados.

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