Bruno faz falta e fará mais em 2022

Figura rara na política brasileira, hoje dominada por brutamontes, prefeito de São Paulo morreu precocemente num momento em que sua honestidade e sua postura democrática se fazem necessárias

José Nêumanne

17 de maio de 2021 | 19h57

Depois de velado no gabinete do prefeito no Viaduto do Chá, corpo do prefeito Bruno Covas foi conduzido em carro de bombeiros para Santos, sua cidade natal, onde foi sepultado. Foto: Miguel Schinc ariol/AFP

O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu na manhã de domingo, aos 41 anos, por complicações de um agressivo câncer no sistema digestivo. Bruno Covas lutava contra a doença desde outubro de 2019, mas só se afastou da Prefeitura no último dia 2, quando foi internado no Hospital Sírio-Libanês. A cidade, desde então, é governada pelo vice, Ricardo Nunes (MDB). Covas é um raro gestor público e político brasileiro com ficha limpíssima e fará muita falta ao PSDB e à negociação pelo candidato da terceira via à Presidência. Já se sabia que Bruno Covas não ficaria muito tempo vivo e a campanha não deu chance ao eleitorado paulistano conhecer melhor o vice, escolha mais ligada à construção do apoio à chapa do que a previsão da sucessão. Não se pode, pois, inculpar o azar pela morte do prefeito.

Assuntos para comentário da segunda-feira 17 de maio de 2021

1 – Haisem – Prefeito de São Paulo, Bruno Covas morre no auge da carreira e da vida – Esta é a manchete da edição impressa do Estadão desta segunda-feira – Que perda representa para o PSDB e para o Centro de verdade no Brasil a notícia desse desaparecimento

2 – Carolina – Bancos elevam previsão do PIB em 2021 – Esta é outra chamada em posição de destaque na primeira página do jornal de hoje. Até que ponto essa boa notícia pode alterar as perspectivas até agora traçadas pelos especialistas para o panorama da economia em plena covid no Brasil

3 – Haisem – A que ponto chega o conflito político no Oriente Médio com as notícias cada vez mais constantes de mortes de mulheres e crianças em bombardeios de Israel e do Hamas na Palestina

4 – Carolina – Que motivos podem ter levado o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski a autorizar que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello fique em silêncio no depoimento à CPI da Covid no Senado, marcado para esta depois de amanhã

5 – Haisem – Tasso: Bolsonaro foi desleixado com vacina – Este é o título da edição desta semana de sua série Nêumanne Entrevista no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. Em que o senador tucano do Ceará baseou essa afirmação

6 – Carolina – Edilson: Bolsonaro celebra a milícia – Este é o título do vídeo desta semana da série Dois Dedos de Prosa no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. Você pode contar aos ouvintes da Eldorado outros contatos deste instigante papo tornado público

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