Brasil é do guarda da esquina, diz Romano

Brasil é do guarda da esquina, diz Romano

Violência empregada por dois seguranças brancos do Carrefour que levou um cliente negro à morte lembrou frase de Pedro Aleixo sobre consequências funestas do AI-5

José Nêumanne

22 de novembro de 2020 | 22h57

O negro João Alberto Silveira Freitas, morto por um segurança e um PM de folga em Porto Alegre, prova que o civil Pedro Aleixo, vice de Costa e Silva na ditadura militar, estava certo quando previu que a violência autorizada pelo AI-5, recentemente louvado pelo filho 03 de Bolsonaro, Eduardo, chegaria ao guarda da esquina, disse o filósofo Roberto Romano. No vídeo desta semana da série Nêumanne Entrevista no YouTube, o professor aposentado de Filosofia e Ética da Unicamp disse ainda que até podemos esperar uma solução democrática para a crise em que o País está mergulhado, mas não dá para prognosticá-la para breve, por culpa da má qualidade dos controladores dos três Poderes da República. No fim da entrevista, ele indicou um livro para leitura neste momento: Consideraciones políticas sobre los golpes de Estado, de Gabriel Naudé, que foi secretário de Richelileu. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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