Boulos perde feio e é festejado

Massacre do prefeito de São Paulo sobre candidato do PSOL no segundo turno não foi previsto por Ibope nem Datafolha nem levado em conta pela esquerda que festejou derrotado como vencedor

José Nêumanne

29 de novembro de 2020 | 22h39

Apesar de não ter participado do triunfo de Paes sobre Crivella, Maia deu uma de papagaio de pirata na comemoração, mas, de fato, o que elegeu o candidato do DEM foi apoio de Bolsonaro a Crivella. Foto: Wilton Jr./Estadão

As eleições municipais deste domingo 29 de novembro de 2020 produziram dois efeitos espantosos entre cabos eleitorais e jornalistas. O deputado Rodrigo Maia aboletou-se no ombro direito do prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, no papel de papagaio de pirata como se tivesse sido seu padrinho. Na verdade, o filho do ex-prefeito César quase não se elegeu para a Câmara em 2018 e não deu ajuda de peso ao vencedor, que, na verdade, foi eleito graças ao presidente Jair Bolsonaro que afundou abraçado com seu adversário, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, campeão da rejeição também por causa disso. Enquanto isso, os noticiários da noite tentavam corrigir o erro abissal dos institutos de pesquisa dando Guilherme Boulos, derrotado fragorosamente por Bruno Covas em São Paulo, como se houvesse triunfado. Este é o comentário que fiz na cobertura eleitoral da Rádio Eldorado, no domingo 29, às 19 horas.

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