Bolsopetismo em festa

"Gabinete do ódio", chefiado por Carlos Bolsonaro, novo líder do partido do papai, teve motivos para comemorar pelo menos por um dia nomeação de Ramagem, anjo salvador para suas encrencas com fakenews

José Nêumanne

29 de abril de 2020 | 21h29

Bolsonaro apostou todas as suas fichas na nomeação do mais novo amigo de infância de seus filhotes, Ramagem, para dirigir PF e livrar pimpolhos de encrencas com assassinato de reputações em redes sociais. Foto: Carolina Antunes/Planalto

Festa no “gabinete do ódio” do príncipe das trevas Carlos Bolsonaro: o rei pai todo poderoso já tinha garantido o meio de campo com o comensal de banquetes petistas e de ministros do STF Augusto Aras na Procuradoria-Geral da República,. Nomeou André Mendonça, vassalo do advogadinho do PT que preside o Judiciário, Dias Toffoli, para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. E instalou a República Monárquica das Bananas Terrivelmente Tropicais de Glicério no mesmo Vale do Paraíba onde também nasceu o novo titular da pasta que foi de Moro. Para a direção geral da Polícia Federal foi entronizado Alexandre Ramagem, que tem pouco tempo de prática na política judiciária, mas conta no currículo com dois meses em que morou no castelo de el rei no condomínio Vivendas da Barra. Até agora deu tudo certo no plano traçado por Frederick Wassef, advogado do príncipe herdeiro Flávio, e Arthur Lyra, avalista do faminto no Centrão no acordão com as bênçãos dos desafetos do ex-juiz no Congresso. O duelo ainda não terminou e dele não sairá vencedor quem sacar primeiro, mas quem tiver mais munição. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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