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Bolsonaros se servem da censura

Sem ter como se defender das acusações do Ministério Público dos crimes cometidos em seu gabinete, primogênito do presidente tenta evitar desgaste de sua imagem política apelando para instrumentos da ditadura

José Nêumanne

07 de setembro de 2020 | 21h02

Como o pai e os irmãos, Fl´ávio Bolsonaro faz juras de amor ao Estado de Direito, mas apela para censura autoritária para não se deixar desgastar por trambiques. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, proibiu a TV Globo de exibir qualquer documento ou peça das investigações sobre o esquema de rachadinha no gabinete do senador Flavio Bolsonaro, quando exercia o cargo de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Ou seja, a famiglia presidencial ressuscita a censura da ditadura em meio a juras de amor à democracia. Em meio ao silêncio constrangedor de muitas autoridades que se dizem “guardiãs da democracia”, destacam-se apelos da ANJ e da ABI para que o Judiciário jogue o despautério no lixo da História.

Assuntos para comentário da segunda-feira 7 de setembro de 2020

1 – Que razão você acha que o senador Flávio Bolsonaro teve para apelar para a censura, proibida pela Constituição, para evitar dissabores pessoais no inquérito do Ministério Público estadual sobre desvio de verbas públicas em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

2 – Você acredita que as denúncias sobre peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete no vereador Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio de Janeiro são graves ou não passam de implicância de interesse meramente político da oposição

3 – O que, a seu ver, terá motivado o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a prestar homenagens ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, por ocasião de sua substituição no cargo por Luiz Fux: justiça ou camaradagem

4 – Congresso perdoa 1 bilhão de reais em dívidas de igrejas. Esta é a manchete da edição impressa do Estadão de hoje. Quais são os motivos desse excesso de generosidade dos legisladores usando o chapéu alheio para dar esmolas com dinheiro do pagador de impostos, religioso ou não

5 – O que você acha do que disse a presidente-executiva da Ong Todos pela educação, Priscila Cruz, em entrevista ao Estadão, e que estará ao vivo logo mais na programação de entrevistas da Eldorado, sobre a abertura de bares e fechamento de escolas durante a pandemia no Brasil

6 – O que você destaca no quarto vídeo da série Nêumanne entrevista, que circula desde ontem em seu Blog do Nêumanne no Portal do Estadão, com o candidato a prefeito de São Paulo Andrea Matarazzo

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