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Bolsonaro, terrivelmente perverso

Na reunião do Conselho do Governo em que presidente teria ameaçado Moro de demissão ele também reclamou de não ter sido falsificado atestado de óbito de agente da PRF morto de covid-19

José Nêumanne

11 de maio de 2020 | 21h36

Somente uma pessoa sem um mínimo de lucidez e lógica poderia imaginar que não haveria vazamento de uma reunião com a participação de 30 pessoas. Foto: Marcos Corrêa;PR

Na reunião a ser exibida hoje a representantes da Presidência da República, da PGR, do DPF e da defesa do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro o presidente Jair Bolsonaro reclamou de uma nota de pesar divulgada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), instituição vinculada à pasta da Justiça, na época chefiada por Moro. No comunicado, a PRF lamentou a morte de um funcionário por covid-19. O presidente se queixou e disse, conforme relatos de quem estava no local, que a corporação deveria ter falsificado a causa da morte, conforme relatou a repórter do Globo Bela Megale. O episódio mostra o grau terrível de perversidade do chefe do Poder Executivo e também sua obsessão em tentar desqualificar cientistas, governadores, prefeitos e governantes do mundo inteiro que levam a sério a crise sanitária da pandemia.

Assuntos do comentário da segunda-feira 11 de maio de 2020:

 1 – Haisem – Do que foi revelado neste fim de semana sobre o vídeo da reunião do governo citado como prova eventual pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro o que mais lhe chamou a atenção, além da interferência política desejada pelo presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal

 2 – Carolina – Que conseqüências você espera que poderão advir, se o ministro Celso de Mello tornar público o vídeo integralmente, dos insultos à China pelo chanceler Ernesto Araújo, divulgador do neologismo criado no gabinete do ódio do Palácio do Planalto comunavírus

 3 – Haisem – Há nos vazamentos da reunião, inevitáveis pela presença nela de 30 pessoas, algo que você acha ser particularmente delicado nas relações entre os poderes da República, que já anda bastante tenso

 4 – Carolina – Repercute muito mal nas redes sociais o fato de a Secretaria de Comunicação da Presidência da República ter usado numa peça de publicidade oficial uma frase que lembra o lema inscrito pelos nazistas no portão de entrada do campo de concentração de Aschwitz. Você acha que essa crítica procede

 5 – Haisem – Compras sem licitação por covid-19 são investigadas em 11 Estados – Esta é a manchete de primeira página da edição do Estadão de hoje. A que conclusão você chega após a leitura desta grave notícia

 6 – Carolina – A que você atribui a queda de adesão da população ao isolamento social adotado por governadores e prefeitos apesar do avanço da covid-19 e do colapso já noticiado do sistema de saúde para combatê-lo, apesar de medidas rigorosas como o rodízio de veículos entre dias pares e ímpares

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