Bolsonaro “seca” a reforma?
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Bolsonaro “seca” a reforma?

Em simpático café com imprensa, tornado rotineiro, presidente confessa limite do governo para economia na Previdência - R$ 800 bilhões, R$ 436 bilhões menos do pretendido - e, sem querer querendo, abre o jogo

José Nêumanne

26 de abril de 2019 | 12h15

Ao lado do vice Moro, sorridente Bolsonaro no café com imprensa, que está se  tornando rotineiro. Foto: Marcos Corrêa/PR

Num café com jornalistas, que está virando rotina, como também rotineira é sua disposição mostrada para revelações relevantes e constrangedoras, o presidente Jair Bolsonaro deixou escapar que o limite de tolerância para a reforma da Previdência, fixado não por ele, mas por seu “posto Ipiranga”, Paulo Guedes, é de RS$ 800 bilhões. Ou seja: R$ 436 bilhões a menos do que o R$ 1 trilhão e 236 bilhões anunciados no mesmo dia, quinta-feira 25 de abril, pela equipe do ministro da Economia. Segundo o presidente da Comissão Especial que encaminhará ao plenário o texto final, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), sempre que o presidente fala desidrata o projeto. Será? Fatos, ou melhor, falas falam por si.

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Assuntos para comentário de sexta-feira 26 de abril de 2019

1 – Haisem – A seu ver, o que leva o presidente Jair Bolsonaro a abrir o jogo explicitamente na negociação da reforma da Previdência como no café com jornalistas em que ele disse que Paulo Guedes, seu “posto Ipiranga”, topa uma reforma que economize 800 bilhões de reais

2 – Carolina – O presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência tem razão ou está exagerando quando diz que o presidente “desidrata” o projeto cada vez que abre a boca

3 – Haisem – No mesmo café com os jornalistas o presidente se comparou com o sol ao dizer que vice seria sempre uma sombra, referindo-se a Mourão, em permanente conflito com o filho Carlos, mas, por enquanto vai tudo bem

4 – Carolina – Você tem alguma explicação para o fato de Flávio Bolsonaro continuar insistindo para parar a investigação sobre seu ex-assessor Fabrício de Queiroz, embora não tenha conseguido em sucessivas vezes

5 – Haisem – O que motivou o bate-boca entre o ministro da Justiça e da Segurança Pública do Brasil, Sérgio Moro, e o ex-primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, e qual dos dois tem razão

6 – Carolina – Quais são, em sua opinião, as chances do Ministério Público Federal de Minas conseguir convencer o Tribunal de Justiça do Estado a aceitar sua tese de que dirigentes e altos executivos de Vale, Samarco e BHP Billiton são culpados por homicídio nos arrombamentos de suas barragens de Mariana e Brumadinho

7 –Haisem – O que levou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a pedir ao STF para condenar o ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello a 22 anos de prisão e perda do mandato

8 – Carolina – Você se surpreendeu com a prisão do tenente-coronel do Exército Alexandre de Almeida, que era encarregado de tratar da fiscalização de armas no Exército, ter sido preso por contrabandear armas da corporação para clubes de tiro e lojas de armamentos

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