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Bolsonaro se engana com PF

Na polêmica saída de ex-juiz do Ministério da Justiça, ele e Bolsonaro, que o demitiu, mostraram desconhecer o funcionamento real da PF, que um tenta glorificar e o outro só quer dominar para livrar filhotes

José Nêumanne

26 de abril de 2020 | 18h26

Em 43 minutos, Bolsonaro falou de aquecedor da piscina do Planalto, do filho “pegador” e da família de delinquentes da mulher, mas nada respondeu sobre acusações de Moro. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, demonstraram em seus pronunciamentos de sexta-feira 24 de abril enorme desconhecimento sobre o real funcionamento da Polícia Federal. De fato, não se trata de uma instituição republicana, como pregava Márcio Thomaz Bastos, nem uma polícia judiciária com prática ilibada e competente.A facada no presidente quando ainda candidato em Juiz de Fora é um show de irresponsabilidade e incompetência da instituição, seja de Estado ou não, pois não conseguiu evitar o atentado e até hoje, sem base nenhuma em fatos nem na lógica, considera o terrorista que o praticou um doidinho e lobo solitário. A culpa é de Valeixo, que Moro encobriu, mas de Bolsonaro também. O advogado do presidente deixou passar o prazo e coonestou a absurda decisão de inimputabilidade pelo juiz de primeiro grau. E os amigões que se fingem de entendidos em segurança pública, como o futuro diretor-geral, Alexandre Ramagem, nunca o aconselharam a substituir o delegado encarregado de inquérito, da confiança pessoal do petista Fernando Pimentel. O diretor da Abin é tão incompetente que nem sequer avisou ao chefe que Valeixo não se reuniu com superintendentes da PF na sexta-feira. Que mico! Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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