Bolsonaro, o homem da cobra

Após ter conseguido aprovar pílula do câncer na Câmara, Bolsonaro cria nova crise para o País em plena pandemia ao demitir ministro da Saúde por causa de outra mezinha, a cloroquina para covid-19

José Nêumanne

16 de maio de 2020 | 21h20

Ao demitir Teich do Ministério da Saúde 28 dias após tê-lo empossado, Bolsonaro deu mostras claras de que não vê a hora de criar a próximo crise. Foto: Joédson Alves/EFE

Enquanto bajulador-geral da República, o petista Rodrigo Aras, tentava evitar a ampla, geral e irrestrita divulgação do vídeo da reunião pública em que ele assediou moralmente o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, antecipando o arquivamento do inquérito no Supremo Tribunal Federal, o presidente Jair Bolsonaro interpretava seu papel favorito de homem da cobra, o tipo popular que vende mezinhas para curar câncer, calo seco e covid-19. Após ter demitido há 28 dias Luiz Mandetta do Ministério da Saúde, em plena subida do pico do contágio da pandemia que assusta o mundo, levou o substituto, Nelson Teich, a se demitir pelo mesmo erro: recusar-se a autorizar o uso da cloroquina, que comprovadamente não cura a doença e ainda tem perversos efeitos colaterais. Da mesma forma como continua lutando pelo uso da maior picaretagem da história da saúde no Brasil: a pílula do câncer. Ou seja, além dos crimes evidenciados no vídeo, ele também pratica exercício ilegal da medicina. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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