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Bolsonaro não está nem aí

Presidente não conseguiu entender por que é cobrado por cogitar em nomear amigo da família para ocupar direção-geral da Polícia Federal por causa da exigência constitucional da impessoalidade

José Nêumanne

27 de abril de 2020 | 22h23

Questionado no Facebook sobre sua eventual escolha de um amigo pessoal de seus filhos para dirigir a Polícia Federal, Bolsonaro perguntou se teria de escolher amigo de outrem. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro rebateu, na manhã de domingo, 26 de abril, críticas à eventual indicação do delegado Alexandre Ramagem, próximo da família, para  a direção geral da Polícia Federal. Em resposta no Facebook a uma seguidora que observou que Ramagem foi indicado por seus filhos, ele respondeu: “E daí?”.  Na publicação, justifica que conheceu Ramagem, atual chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), antes de seus filhos. “Antes de conhecer meus filhos, eu conheci Ramagem. Por isso deve ser vetado? Devo escolher alguém amigo de quem?”, questionou. O chefão do Poder Executivo deixou claro na postagem que desconhece ou despreza a exigência constitucional de impessoalidade na administração pública. Ou será que ele não atina mesmo para o sentido da palavra comprida?

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Assuntos para comentário na segunda-feira 27 de abril de 2020:

1 – Haisem – ‘E daí’, diz presidente da relação com candidatos à PF – diz título de chamada no alto da primeira página do Estadão hoje. O que é revelador na aparente indiferença de Jair Bolsonaro a respeito da relevância que ele dá ao rigoroso cumprimento das leis da República

2 – Carolina – O que você tem a dizer a respeito da súbita mudança de herói popular do combate à corrupção a bandido na forma como a tropa de elite bolsonarista nas redes sociais passou a tratar o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro depois de seu pedido de demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo na sexta-feira passada

3 – Haisem – MPF aponta interferência de Bolsonaro no Exército – esta é a manchete da edição de hoje do Estadão na primeira página – Qual é a importância desta revelação e em que ela pode mudar alguma coisa no debate aberto recentemente em torno do impeachment do presidente da República a esta altura da crise da covid-19

4 – Carolina – A que novidades você chama a atenção para este debate em torno das tentativas de interferência do presidente Jair Bolsonaro na troca do diretor-geral da Polícia Federal em pleno combate ao coronavírus

5 – Haisem – Que conseqüências práticas você prevê para a devassa no escritório de advocacia criminal do ex-ministro de Justiça no primeiro governo Lula no eventual ressurgimento da Lava Toga a esta altura do campeonato

6 – Carolina – Para que você chama a atenção de nossos ouvintes para os primeiros editoriais do Estadão neste fim de semana

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