Bolsonaro maquia dados da pandemia

Em tentativa totalitária de se livrar do peso insuportável dos cadáveres da covid-19 no Brasil, que despreza e cujos entes queridos insulta diariamente, presidente manda escamotear estatísticas

José Nêumanne

07 de junho de 2020 | 20h52

Bolsonaro mandou permanente ministro provisório da Saúde cancelar serviço que informa à população sobre avanço da pandemia para sabotar telejornais da noite. Foto: Reprodução Facebook/Jair Messias Bolsonaro

Diante da incompetência demonstrada por seu governo no combate à pandemia que assombra o mundo, exposta dentro e fora das fronteiras do Brasil por alguém que ele propaga ser seu amigo de fé, seu irmão, camarada, Donald Trump, que citou o Brasil dele como “mau exemplo” no caso, o presidente Jair Bolsonaro resolveu maquiar os dados do contágio da doença, aproveitando-se da covardia do permanente ministro provisório da Saúde, general Pazuello, e da crassa ignorância de um amigo milionário que nomeou para assessoria da pasta, Carlos Wizard, dono de rede de ensino de inglês para analfabetos em português. Este já esclareceu que os números de casos e óbitos serão recontados e zerados. E o próprio chefe do Executivo deixou claro que essa infâmia será praticada para que o Jornal Nacional (e, em consequência, também os noticiosos de outros meios de comunicação), não tenha mais como divulgá-los. Torna-se cada vez mais urgente a pergunta ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia: quantos crimes mais o capitão cloroquina terá de cometer para parar de abusar da paciencia da Nação? Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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