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Bolsonaro manda juízo às favas

Presidente voltou a adotar figurino de dublê de charlatão e monstro depois de dar sinais de que poderia adotar gestão mais racional do combate à pandemia comprando quantias necessárias de doses de vacina

José Nêumanne

12 de fevereiro de 2021 | 20h12

No dia em que foram registradas 1.413 mortes no Brasil, Bolsonaro reassumiu a função de charlatão e monstro voltando a receitar mezinhas sem resultado comprovado e ironizando mercado “irritadinho”. Foto: Washington Costa/ME

O presidente Jair Bolsonaro chutou para longe as impressões de que tinha, enfim, adotado um mínimo de racionalidade e juízo ao dizer que “não adianta ficar chorando em casa” no dia em que o Brasil registrou 1.452 mortes pelo novo coronavírus em 24 horas, maior número desde julho. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, ele disse que “a vida continua” e falou em retomar o trabalho para não parar a economia.  Além disso, após passar meses defendendo a cloroquina como tratamento precoce contra a covid-19, defendeu um novo medicamento sem eficácia comprovada como possível solução, Ou seja, voltou a tudo o que era antes, se lixando para o avanço do novo coronavírus e para o espanto do mundo com sua total falta de inteligência e de compromisso com qualquer responsabilidade de governar.

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Assuntos para comentário na sexta-feira 12 de fevereiro de 2021

1 – Haisem – Nova rodada de auxílio deve ter quatro parcelas de 250 reais – Este é o título de uma chamada no alto da primeira página da edição impressa do Estadão de hoje. Será que esta providência servirá para alimentar as famílias mais pobres e reativar a economia parada com a pandemia

2 – Carolina – PSB quer apurar gasto militar com picanha e cerveja – Este é o título de chamada de primeira página do jornal de hoje. Você acredita que mais este achado, revelado pelo Portal das Compras do governo federal, justifica o escândalo em torno da notícia

3 – Haisem – Estoque baixo faz cidades baixarem ritmo de vacinação – Este é mais um título de chamada no alto da primeira página do Estadão hoje. A que conclusão você chega com esta notícia desanimadora reduzindo a animação trazida pelo início da imunização contra a covid

4 – Carolina – Supremo rejeita a tese do direito ao esquecimento no País – Esta é a manchete de primeira página do jornal de hoje. Qual é sua opinião sobre esta decisão tomada por nove ministros contra um do STF

5 – Haisem – Lira ordena despejo de Comitê de Imprensa, mas recua de alocar jornalistas no subsolo – Esta notícia, publicada no Portal do Estadão hoje. revela mais uma enorme liberalidade com dinheiro público para atender a picuinhas e privilégios de nossos chamados “representantes”. Há, a seu ver, algo que a justifique

6 – Carolina – Jazz perde uma lenda – Este é o título de uma chamada de primeira página do jornal de hoje noticiando a morte de Chick Corea, um gigante da música popular mundial. Também morreram nestes dois últimos dias o ex-diretor da Fiesp, Paulo Francini, por complicações da covid-19 e o paladino da liberdade de expressão durante a ditadura militar René Ariel Dotti. O que você tem a dizer sobre essas perdas

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