As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Bolsonaro e o isolamento

Em entrevista a Datena por telefone, presidente criticou mais uma vez duramente governadores que decretaram isolamento social e foi mais ameno em cadeia de TV, mas não recuou um milímetro de só isolar idosos

José Nêumanne

10 de abril de 2020 | 22h09

Para justificar suas saídas à rua para cumprimentar, posar para selfies e abraçar prosélitos, Bolsonaro apelou para seu direito constituiconal de ir e vir. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Apesar de ter descido a lenha em governadores e prefeitos que decretaram isolamento social para conter a velocidade do contágio da pandemia contra a qual o País luta na entrevista que deu a Datena pelo telefone antes, Bolsonaro usou tom menos agressivo contra adversários políticos no pronunciamento em cadeia de televisão. Isso certamente foi provocado pela decisão tomada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes que atendeu a uma ação da OAB e o proibiu de proibir esse simulacro de quarentena em liminar que ainda será submetida ao plenário, mas ninguém espera que os colegas do relator o contrariem. Enquanto isso, Maia congelou o plano Mansueto para atender aos governadores, mas exigir deles contrapartidas, aumentou de R$ 10 bilhões para R$ 180 bilhões e, o que é mais grave, sem contrapartida nenhuma.A intervenção do Nhonho sonso altera o nome do plano emergencial para Mãesueto. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: