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Bolsonaro e o direito de ir e vir

Apesar de o representante legal da Presidência ter afirmado ao STF que Bolsonaro segue instruções de OMS e MS, ele aproximou-se deliberadamente de funcionários de uma farmácia violando isolamento social

José Nêumanne

11 de abril de 2020 | 18h41

 

Bolsonaro posa para fotografia sem máscara e muito próximo de funcionárias de uma farmácia em Brasília, onde disse aos repórteres que foi comprar um “teste de gravidez” Foto: Gabriela Biló/Estadão

Na resposta que o advogado-geral da União, André Mendonça, deu ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da ação da OAB contra sua postura no combate à pandemia mundial em nome dele, o presidente Jair Bolsonaro, disse que cumpre as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde do governo que chefia. Mas ontem mesmo as desafiou ao abraçar e posar para selfies com eleitores violando a proibição do governador do DF de participarem de aglomerações na rua. Segundo ele, apenas exerceu seu direito constitucional de ir e vir. E não perdeu a oportunidade de fazer piada com a morte alheia quando disse que entrara numa farmácia para comprar teste de gravidez a um repórter que lhe perguntou o motivo daquela visita. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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