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Bolsonaro e inimigos da democracia

Um dia depois de ter apoiado em discurso ato por intervenção militar com ele no poder, Bolsonaro disse na frente do Alvorada que ele quer STF e Congresso abertos e transparentes, porque é a favor da liberdade

José Nêumanne

21 de abril de 2020 | 22h37

Depois de ter ateado fogo no cenário político do domingo, Bolsonaro tentou acalmar militares, ministros do STF e congressistas fazendo juras de amor à frente do Alvorada. Foto: Dida Sampaio/Estadão

No domingo 19, dia do Exército, Bolsonaro foi a ato em favor de intervenção militar (com ele no poder, é claro), AI-5 e o fechamento do Congresso e do STF e declarou em discurso a manifestantes: “Estou aqui porque acredito em vocês.” Na manhã seguinte, na segunda 20, a um apoiador na porta do Palácio da Alvorada que gritou palavra de ordem contra instituições disse: “Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente”. Tudo isso tem uma razão, pois ele não é um destemperado, mas, sim, um frio calculista. Mordeu, testou efeito da mordida e disse o oposto. É rotina. Mas neste país, com mortes às pencas pela pandemia, de golpista basta o chefe do Poder Executivo. Enquanto ele e os filhos paranoicos combatem inimigos por toda a parte, os democratas de verdade precisam unir-se para evitar que Estado de Direito vá à breca, como fazem em Israel seu idolo Netanyahu e Gantz, o adversário dele, Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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