Bolsonaro é cúmplice de Weintraub

Ao lado do presidente em vídeo de despedida, então ministro da Educação anunciou a saída da pasta num dia e Diário Oficial só publicou ato depois que estava em Miami sem cumprir quarentena

José Nêumanne

22 de junho de 2020 | 22h16

Weintraub fugiu dos inquéritos no STF e das cobranças de militares, parlamentares e, sobretudo, do ciúme obsessivo de Bolsonaro, que já parece disposto a tirá-lo do caminho. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro foi coadjuvante de um vídeo postado em redes sociais do protagonista Abraham Weintraub anunciando a demissão deste do Ministério da Educação e sua indicação para uma diretoria brasileira no Banco Mundial, em Washington, EUA, com salário de 100.000 reais por mês, pago por todos nós, pois se trata de um emprego público brasileiro. E providenciou que o ato só fosse publicado em edição extra do Diário Oficial na manhã de hoje quando o ex desembarcou e recebeu tratamento especial por usar passaporte diplomático de ministro, com isso, burlando ordem do governo norte-americano de proibir entrada de pessoas originárias ou com passagem pelo Brasil. Essa manobra foi feita enquanto os ministros da Justiça, André Mendonça, da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, e da Advocacia-Geral da União, José Levi Amaral Júnior levavam um aceno de paz ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Tramoia capaz de figurar em armações do “Anjo”. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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