Bolsonaro e a reeleição

Presidente disse quando participava da Marcha para Jesus na quinta-feira de Corpus Christi que disputará a reeleição se não for feita uma boa reforma política, repetindo, e não contrariando, o que havia dito ao Jornal Nacional na campanha

José Nêumanne

21 de junho de 2019 | 16h44

Na Marcha para Jesus, em São Paulo, o presidente apenas repetiu o que garantiu em campanha: que não disputaria reeleição se se fizesse uma boa reforma política. Foto: Werther Santanna/Estadão

Ao contrário do que foi dito e repetido por aí, Bolsonaro não contrariou nenhuma promessa eleitoral ao declarar, como o fez quinta-feira, na Marcha para Jesus no dia de Corpus Christi, que, se não houver uma boa reforma política, ele abrirá mão de se candidatar à reeleição e não a disputará. Foi exatamente isso o que disse, com outras palavras, é claro, na entrevista invocada ao Jornal Nacional durante a campanha. A diferença é que agora as chances de ele conseguir uma reforma política de um Congresso que não o apoia nem em causas menores, com as quais também se comprometeu na campanha, caso, por exemplo, do tratado sobre armas, são ínfimas. Difícil acreditar que a convocação de uma Constituinte exclusiva ou de candidaturas majoritárias avulsas, sem partido,  tais como propostas pelo professor da USP Modesto Carvalhosa, seja aprovada. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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