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Bolsonaro desesperado

Diante da perspectiva de investigação do STF e da PF chegar a seus filhos Bolsonaro insulta, agride e desafia seus novos inimigos, avançando na cobrança de impunidade para parentes e amigos

José Nêumanne

30 de maio de 2020 | 00h39

 

No contato com seus fiéis seguidores no chiqueirinho do Palácio da Alvorada, Bolsonaro se sente em casa e entre iguais e bate sem dó, mas logo em seguida recua para avançar. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Completamente descontrolado pelo desespero, o presidente Jair Bolsonaro fez um longo, desconexo e surreal discurso à frente do Palácio da Alvorada, que ele apelidou de entrevista, a primeira da história da imprensa que não continha perguntas, mas apenas sua arenga. Depois da comemoração em palácio da Operação Placebo, ele ameaçou os outros poderesw com uma paródia pornográfica do “fico” do príncipe dom Pedro quando as cortes lisboetas tentaram mandá-lo de volta para Portugal. “Acabou, porra”, esbravejou, apoiando seu delírio de onipotência na afirmação de que teria “as armas da democracia”, uma bravata insinuando que teria apoio militar para impedir que o STF investigue o financiamento de suas hostes por empresários para os quais pratica advocacia administrativa no exercício do mais alto cargo da República. Os presidentes do Congresso, Alcolumbre, e da Câmara, Maia, declararam-se vacinados contra esse tipo de golpe de gogó. E a cúpula do Judiciário não parece disposta a se amedrontar com seus grunhidos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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