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Bolsonaro dá cargos ao centrão

Temendo que Maia faça com ele o que Cunha fez com Dilma, abrindo processo de impeachment, presidente imita Temer e entrega cargos a chefões das organizações partidárias do centrão e com problemas na Justiça

José Nêumanne

22 de abril de 2020 | 22h13

Capitão de gravata, Bolsonaro agora bate continência para os generais civis da velha politica na esperança de conseguir dois quintos de votos na Câmara contra impeachment. Foto: Eraldo Peres/AP

O presidente Jair Bolsonaro jogou a nova política, em nome da qual se elegeu, na lata de lixo e, apesar de dizer em comício contra democracia no Dia do Exército à frente do QG do Exército que não se dispunha a negociar, já negocia há muito tempo com chefões de organizações criminosas partidárias trocando cargos públicos federais por apoio na Câmara dos Deputados. Ao contrário de Dilma, cujo processo de impeachment foi aberto pelo arqui-inimigo Eduardo Cunha, ele imitou seu antecessor, Michel Temer, negociando votos do PTB, prometendo recriar Ministério do Trabalho para Roberto Jefferson, corrupto e delator do mensalão, do PP do arquicorrupto Paulo Maluf e agora presidido por Ciro Nogueira, e do PL de Valdemar Costa Neto, em prisão domiciliar por furto.

Assuntos para comentário da quarta-feira 22 de abril de 2020:

1 – Haisem – STF abre inquérito para investigar atos pró-ditadura – esta é a manchete de primeira página do Estadão hoje. E esses atos não estariam, a seu ver, incluídos no direito à liberdade de expressão que o Estado de Direito concede a todos os cidadãos brasileiros

2 – Carolina – Por que você acha que o procurador-geral da República, Augusto Aras, não incluiu entre os passíveis de investigação de subversão o presidente da República, Jair Bolsonaro, que foi ao ato de domingo, Dia do Exército, à frente do Quartel General daquela Força Armada

3 – Haisem – Por que os assessores próximos de Bolsonaro não se incomodam tanto com o inquérito sobre o ato subversivo de domingo, mas, sim, com o mandado de segurança, também em julgamento no STF, contra o comportamento dele em relação ao isolamento social para conter velocidade do contágio do novo coronavírus

4 – Carolina – De golpista basta o presidente – este é o título de seu artigo semanal no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão. Que explicação você dá para ele

5 – Haisem – Que promessa de campanha o presidente da República, Jair Bolsonaro, deixa, na sua opinião de cumprir ao autorizar negociações com líderes do chamado Centrão, inclusive Roberto Jefferson, o delator do mensalão, do PTB, para substituir seu novo inimigo, Rodrigo Maia, da presidência da Câmara dos Deputados

6 – Carolina – Qual é, a seu ver, a conseqüência mais perversa e que mais o comove da covid-19 no momento atual da pandemia em nosso país

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