Bolsonaro assopra e morde Olavo
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Bolsonaro assopra e morde Olavo

Presidente inverteu verbos do "morde e assopra" em nota oficial lida pelo porta-voz Rêgo Barros para por água na fervura com generais por obra do filho Carlos, que, em nome do pai, compartilhou vídeo do guru

José Nêumanne

23 de abril de 2019 | 10h52

Bolsonaro cumprimenta seu “posto Ipiranga”, Guedes, com vice Mourão, protagonista da crise com guru, entre os dois. Foto: Sérgio Lima/AFP

Para resolver crise criada no núcleo duro do Palácio do Planalto com seus assessores militares, xingados em vídeo por Olavo de Carvalho, compartilhado por seu filho, Carlos, no perfil dele no Twitter, Jair Bolsonaro inverteu a expressão “morde e assopra”: primeiro, o elogiou e, depois, disse que o guru do clã “atrapalha” seu governo. Um dos alvos deste, o vice Mourão, ironizou chamando-o de “astrólogo” . E o chamado 02 obedeceu à ordem de retirar o vídeo polêmico da conta do pai, mas o manteve na própria. Tudo isso deriva da desconfiança do clã presidencial em relação ao substituto eventual. Uma consulta à Constituição resolveria: se o presidente sofrer impeachment, vice só assume provisoriamente.

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Assuntos para comentário da terça-feira 23 de abril de 2019

1 – Haisem – O que aconteceu para o presidente Jair Bolsonaro, em pronunciamento público de seu porta-voz, ter reconhecido que Olavo de Carvalho, tido como seu guru e de seus filhos, “atrapalha” seu governo

SONORA_PORTA VOZ 2304

2 – Carolina – O que há por trás do conflito entre Olavo de Carvalho, o vice-presidente Hamilton Mourão e os outros militares reunidos por Bolsonaro em torno dele no Palácio do Planalto e em vários ministérios

3 – Haisem – Por que, mesmo depois do recuo incondicional que o levou a levantar a censura que havia imposto à revista Crusoé e ao site O Antagonista, o relator do inquérito sobre o que ele chama de ofensas ao STF, o ministro Alexandre de Moraes insiste na sua prorrogação

4 – Carolina – Por que, a seu ver, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse confiar no presidente do STF, Dias Toffoli

5 – Haisem – Que motivos levaram o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a se reunir com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para falar de paz após ter rejeitado o pedido dela para encerrar o inquérito que, segundo o relator Alexandre de Morais, pretende punir quem atacou sua honra

6 – Carolina – Manchete do Estadão é: “Govern9o atende Centrão e espera que CCJ vote reforma”. Você tem esperança de que realmente a CCJ da Câmara votará hoje a constitucionalidade do projeto do governo para a reforma da Previdência e por que o texto dele tem sido mantido sob sigilo

SONORA_RELATOR 2304

7 – Haisem – Quais são suas expectativas sobre o resultado do julgamento do novo recurso da defesa de Lula no Superior Tribunal de Justiça hoje

8 – Carolina – Você concorda com as mudanças propostas por Bolsonaro para modificar a Lei Rouanet de incentivo à cultura

 

 

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