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Bolsonaro adere ao toma lá dá cá

Para conseguir aprovar medidas de retomada da economia e um quarto dos votos no plenário da Câmara para não ser processado por STF ou Senado, presidente cede cargos públicos ao Centrão

José Nêumanne

07 de maio de 2020 | 19h13

Durante toda a campanha, Bolsonaro garantiu que jamais barganharia cargos por apoio, mas já começou a nomear indicados do Centrão para se livrar do impeachment. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Sob pressão de aliados e após sofrer sucessivas derrotas políticas no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro começou na quarta-feira, 6 de maio, a distribuir cargos aos partidos do Centrão, em troca de votos no Congresso, ressuscitando a velha prática do “toma lá, dá cá”. No casamento de papel passado, a primeira legenda a ser contemplada foi o PP de Paulo Maluf, símbolo máximo da corrupção na política, que nomeou um indicado de Arthur Lyra para o dirigir o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), autarquia com orçamento de R$ 1 bilhão neste ano. Assim, traiu eleitores aos quais prometeu uma nova política sem barganha de cargos públicos por apoio no Legislativo, o capitão da “nova política” restaurou a indústria das secas, que começou a funcionar há 100 anos na gestão do paraibano Epitácio Pessoa.

 

Assuntos para comentário da quinta-feira 7 de maio de 2020:

1 – Haisem – Centrão recebeu cargos e já vota com o governo – diz título de chamada no alto da primeira página do Estadão de hoje. Que movimento fez o presidente da República, Jair Bolsonaro,  para assumir esta volta explícita à República de coalizão e que conseqüências ele terá em seu capital eleitoral

2 – Carolina – Bolsonaro dá aval e Congresso libera reajuste para servidor – esta é a manchete da edição de hoje do Estadão. Em que esta notícia contraria a política econômica liberal do governo e confronta o lema eleitoral do mais Brasil e menos Brasília da tal da nova política

3 – Haisem – Qual é sua opinião sobre o discurso do presidente Dias Toffoli abrindo a sessão ordinária do Supremo Tribunal Federal de ontem desagravando a imprensa três dias depois das agressões de domingo a repórteres fotográficos e motorista na cobertura do ato antidemocrático com participação do presidente Jair Bolsonaro de domingo passado

4 – Carolina – Com 4.552 registros a mais, total de mortes em casa aumenta 14% no País – O que esta manchete do Portal do Estadão de hoje revela, a seu ver, sobre as conseqüências da indiferença do presidente Jair Bolsonaro em relação ao contágio do novo coronavírus no Brasil

5 – Haisem – O governo alega ‘assuntos sensíveis’ e pede para não entregar vídeo da reunião – O que, a seu ver, esta notícia publicada em primeira página no Estadão de hoje revela sobre a disposição do governo federal em ajudar ou atrapalhar o inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal para investigar acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro

6 – Carolina – Brasil põe região em risco, diz Argentina – É título de outra chamada de primeira página no Estadão hoje. Que conseqüências práticas terá essa afirmação do presidente argentino, Alberto Fernández, sobre o cotidiano do cidadã9o brasileiro depois que passar a tempestade perfeita da pandemia e das crises econômica e política sob a égide de Jair Messias Bolsonaro

     

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