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Bolsonaro acertou com Mandetta

Sucesso do ministro da Saúde no combate ao coronavílrus só existe porque o presidente acertou em cheio quando o escolheu para o lugar quando ele era um deputado do baixo clero vindo do Centro-Oeste

José Nêumanne

04 de abril de 2020 | 18h57

 

Mandetta era um deputado pouco conhecido do Centro-Oeste quando Bolsonaro o nomeou ministro de Saúde e acertou em cheio, conforme mostra desempenho no combate à covid-19. Foto9: Dida Sampaio/Estadão

Pesquisa DataFolha revela que 76% dos entrevistados aprovam a atuação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, enquanto menos da metade, 33%. aplaudem a ação de seu chefe, o presidente Jair Bolsonaro. Para 51%, este atrapalha e, para 40%, ajuda. São números reveladores, mas exigem uma leitura inteligente. Primeiro, quando o presidente nomeou o médico para comandar a pasta, ele era um obscuro membro do baixo clero, que poucos conheciam. E o fez contrariando a lógica do tal presidencialismo de coalizão, cuja receita era trocar cargo por apoio no parlamento. Foi, portanto, um acerto que merece aplausos, que, de certa forma, ainda põem o chefão do combate à pandemia do Brasil na disputa da reeleição daqui a 2 anos e 7 meses. O problema é que a primeira pessoa que tem de pensar nisso é o próprio Bolsonaro, que prefere, entretanto, “bicar” o subordinado por falta de humildade. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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