BNDES esconde a caixa preta
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BNDES esconde a caixa preta

Montezano seguiu trilha de ex-presidentes do banco público garantindo para futuro ser bem tratado por atuais subordinados que lhe garantirão bom acesso à antiga casa quando ocupar outro emprego no mercado

José Nêumanne

30 de janeiro de 2020 | 20h36

Montezano seguiu o refrão da cantilena dos ex-presidentes do BNDES, sempre passando o pano sobre funcionários do banco, isentando-os de participação na roubalheira. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, seguiu a mesma ladainha do engana trouxa de seus antecessores Sílvia Bastos, Paulo Rabello e Joaquim Levy ao convocar entrevista coletiva para negar existência da caixa-preta do banco público, apesar de CPI e delação premiada de Palocci já terem contado como governos do PT distribuíram favores para amigos do Brasil, como Odebrecht e JBS, e ditadores comunistas de Angola, Cuba e Venezuela entre outros. O cinismo do yuppie da Tijuca chegou ao ponto de ele não justificar, o que foi cobrado por Bolsonaro, os 48 milhões de reais pagos à Cleary Gottlieb, da qual um dos sócios testemunhou em defesa de Lula na presença de Sergio Moro e que também prestou serviços milionários à Odebrecht, que deu calote bilionário na instituição que “auditou”, e à Petrobrás. O presidente da República chamou o fato de “esquisito”, mas é muito mais do que isso: é absurdo. Montezano protege burocratas que participaram da roubalheira para manter relações cordiais com eles quando voltar ao mercado e precisar de seus favores. Só há uma providência a tomar: demiti-lo. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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