Barros, líder em bola fora

Alinhado com Bolsonaro, líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, do PP de Maluf, pregou Constituição que reduza direitos, desautorize fiscais e aumente deveres para tornar País "governável"

José Nêumanne

27 de outubro de 2020 | 22h11

Ricardo Barros disse que Constituição deixa o País “ingovernável” e pregou redução de direitos e de fiscalização e aumento de deveres para cidadãos. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse ontem ser  favorável à realização de um plebiscito para que os cidadãos brasileiros decidam sobre a elaboração de uma nova Constituição. Para ele, a Carta transformou o Brasil em “um País ingovernável”. A declaração foi rechaçada de cara pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e causou surpresa em auxiliares do presidente Jair Bolsonaro, que negaram que Barros estivesse falando pelo governo. Quem falou criticou. O ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sérgio Moro fê-lo em mensagem de Twitter: “O que dificultou a governabilidade do Brasil nos últimos anos foi a corrupção desenfreada e a irresponsabilidade fiscal, não a Constituição de 1988 nem a Justiça ou o MP”. Quem o mandou falar deve ter percebido que seria melhor não tê-lo feito.

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Assuntos para o comentário na terça 27 de outubro de 2020-10-27

1 – Haisem – Polícia de São Paulo investiga ações do PCC contra campanhas – Diz título de chamada na primeira página da edição impressa do Estadão de hoje

2 – Carolina – STF tende a optar pela vacinação compulsória – Informa título de outra chamada na primeira página do jornal

3 – Haisem – Vendas de imóveis em São Paulo crescem e preços também sobem – É a manchete da primeira página do Estadão

4 – Carolina – Festival de absurdos assola o País – é o título de seu artigo na edição virtual do jornal

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