Bares abertos e parques fechados

Será que há alguma razão para escolares brasileiros perderem o ano de estudos por causa da pandemia, enquanto clientes se aglomeram em bares, que não sejam pressão de empresários e descaso do Estado?

José Nêumanne

29 de setembro de 2020 | 22h43

 

Nestes seis meses de pandemia, as escolas mantêm-se fechadas no Brasil sem que nenhuma autoridade pública reflita sobre o efeito terrível deste fato sobre uma educação já de baixíssima qualidade

Em fins de semana, parques públicos, abertos nos dias úteis, são fechados, euquanto bares e restaurantes ficam abertos e servem de cenários para aglomerações e barracos, como os ocorridos no Leblon, no Rio de Janeiro, e nos Jardins, em São Paulo. A única explicação que me ocorre para esta contradição na forma de enfrentar a pandemia, que ainda mata 900 brasileiros por dia: negócios abrem por pressão dos proprietários, que abastecem cofres de partidos que disputam eleições, como as municipais deste ano. Espaços públicos ficam fechados porque não doarem para campanhas eleitorais e ainda demandam gastos públicos com pagamento de pessoa para sua abertura. Não há gestores com o espírito desprendido que anunciam para ganharem crédito de eleitores desassistidos neste País. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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