Aviso aos inimigos
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Aviso aos inimigos

Anúncio, que Bolsonaro antecipou em 18 meses, da indicação de Moro para STF pode ter três razões: afagar ministro derrotado pelo Centrão, avisar aos inimigos que pode vir chumbo grosso em 2020 ou as duas anteriores

José Nêumanne

14 de maio de 2019 | 11h50

Entre o senador Flávio Bolsonaro e o governador do Rio, Wilson Witzel, ministro Sérgio Moro terá um ano e meio para decidir se aceitará ir para STF. Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo

Depois de refletir 24 horas sobre o que teria levado o presidente Jair Bolsonaro a anunciar domingo, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que indicará o ministro da Justiça, Sérgio Moro, para a primeira vaga que abrir no STF (a mais provável será a de Celso de Mello, em novembro de 2020), concluí que o anúncio precoce tem, na verdade, dois motivos. O primeiro deles é afagar seu auxiliar, que tem sofrido repetidas derrotas, antes inesperadas, na Câmara e evitar que, aborrecido, este possa vir a deixar o posto. A outra, não menos verossímil, é dar um recado, um alerta, aos inimigos de ambos e do povo brasileiro de que o derrotado de hoje pode se tornar julgador decisivo com conhecimento de causa e sem favores a pagar a políticos em alguma votação de processos protegidos por foro privilegiado no Supremo.

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Assuntos para comentário da terça-feira 14 de maio de 2019

1 – Haisem – Em que as lições do dr. Ruy Mesquita nas reuniões de editorialistas do Estadão o ajudaram a entender melhor o mistério do anúncio antecipado em um ano e meio de Moro para o STF por Bolsonaro

SONORA MORO 1405 A

2 – Carolina – Que razões os membros da Unajuf têm para considerar inconstitucional a intervenção, que você disse ontem que era no mínimo abusiva, da Câmara dos Deputados na reforma administrativa feita por Bolsonaro em seu primeiro dia de governo

SONORA_PRESIDENTE COAF

3 – Haisem – Quais são as chances que os contribuintes brasileiros terão, a seu ver, de terem corrigidas suas declarações de Imposto de Renda, cogitada pelo presidente Bolsonaro e negada por “falta de dinheiro” pelos técnicos da equipe de Paulo Guedes

4 – Carolina – Você acha que foi uma coincidência infeliz, mas tem alguma razão para acreditar que um passarinho contou ao senador Flávio Bolsonaro que a Justiça aceitaria o pedido de quebra de seu sigilo bancário e fiscal dele próprio e de seu ex-assessor Fabrício de Queiroz ao dar a entrevista exclusiva a Renata Agostini do Estadão

5 – Haisem – O que você destacaria da nota oficial distribuída ontem pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro para “repudiar com veemência” as declarações feitas pelo filho mais velho de Bolsonaro à repórter Renata Agostini do Estadõ

6 – Carolina – Que novidades traz a delação premiada de Henrique Costantino, da família controladora da companhia de aviação Gol contando em detalhe como pagou propinas ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

7 – Haisem – O que você acha que motiva a concessão de privilégios especiais na privação de liberdade dos ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer

8 – Carolina – A que hipóteses você atribui o fato de, mesmo sendo acusado do estupro de centenas de mulheres, o garimpeiro e curandeiro goiano João Teixeira continua num hospital e não na prisão

 

 

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