Auxílio, sim; cloroquina, não

Neste momento em que imunização é paralisada por falta de vacinas e não há dinheiro para continuar auxílio emergencial, governo aposta na autonomia do Banco Central para fugir do que interessa

José Nêumanne

12 de fevereiro de 2021 | 20h28

Pauta antiga e relegada a segundo plano por anos, autonomia do Banco Central volta ao noticiário para desviar as atenções da necessidade urgente de recriar auxílio emergencial. Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

1 – Bolsonaro extingue a Lava Jato para tirar Moro do caminho das urnas e seus cúmplices dão autonomia ao Banco Central para driblar a urgência da continuidade do auxílio emergencial, única arma contra a fome e a recessão. 2 – Acusadas de usar dinheiro público para comprar 700 mil quilos de picanha e 80 mil cervejas, Forças Armadas desmentem, mas não convencem, e até hoje presidente não explicou direito o uso do erário para pagar leite condensado e goma de mascar, como prometeu. 3 – Ministério da Saúde usou verbas para covid para comprar 4 milhões de comprimidos de cloroquina fabricados na Fiocruz, a pretexto de curar malária. 4 – Lula avisou que vai para a rua, mas só não foi ainda porque sabe que será mal recebido. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.