Ato contra democracia é subversão

Estado de Direito admite críticas até de quem seja a favor da ditadura, mas não contemporiza com tentativas de rasgar a Constituição para impor único poder, reeditar AI-5 da ditadura e fechar Congresso e STF

José Nêumanne

22 de abril de 2020 | 22h26

Comício contra democracia prestigiado por Bolsonaro exige dois crimes evidentes: manifestantes acotovelando-se contra recomendação de autoridades sanitárias e cartazes subversivos. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O ministro do STF Alexandre de Moraes, sorteado para relatá-lo, atendeu a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e abriu um inquérito para investigar quem planejou, organizou, financiou e comandou ato de domingo 19 de abril, Dia do Exército, à frente do QG da Força Armada, pela intervenção militar com Bolsonaro, reedição do AI-5 e fechamento do Congresso e do STF. O próprio presidente da República compareceu ao comício e discursou. Mas Aras, que foi nomeado PGR por indicação de um amigo do peito da família Bolsonaro, o ex-deputado Alberto Fraga, não incluiu o chefe do governo entre os investigáveis, tendo cometido, segundo o desembargador Walter Fanganiello Maierovitch, omissão grave, que pode enredá-lo depois. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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