As veredas da impunidade
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As veredas da impunidade

Enquanto STF solta executivos da Vale presos por responsabilidade no arrombamento da represa de Brumadinho, SOS Mata Atlântica constata a morte do Rio Paraopeba avançando para o Velho Chico

José Nêumanne

28 de fevereiro de 2019 | 06h52

Bombeiro lamenta as mortes das vítimas cujos corpos tenta resgatgar e também do Rio Paraopeba, tornado mar de lama sem vida. Foto: Washington Alves/Reuters

O ministro Nefi Cordeiro, do STJ, mandou soltar oito funcionários da Vale que foram presos sob a acusação de culpa no arrombamento da barragem do Córrego do Feijão da empresa em Brumadinho. Neste ínterim, uma análise feita por técnicos da Fundação SOS Mata Atlântica, coordenada por Malu Ribeiro, atestou a morte do Rio Paraopeba. Isso ocorre três anos depois do assassinato do Rio Doce pela lama que desceu da barragem do Fundão da Samarco em Mariana, nas mesmas Minas Gerais, sem que até hoje ninguém tenha passado um dia na cadeia nem pagado um centavo de multa para reparar a ignomínia. Então, as veredas da impunidade são mais longas do que o trajeto da lama. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quinta-feira 28 de fevereiro de 2019.

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