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As desculpas amarelas da Anvisa

Agência derrapou ao tentar justificar ter levado seis dias para avaliar comunicação do Butantã sobre morte do voluntário e mais um dia para obedecer ao comitê internacional e autorizar retorno à pesquisa

José Nêumanne

12 de novembro de 2020 | 19h48

Barra Torres, presidente da Anvisa, não deu explicações satisfatórias sobre a suspensão dos testes da vacina da SinoVac e do Butantã que provocou a piada torpe de Bolsonaro. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A Anvisa diz que não foi informada das condições da morte do voluntário nos testes da CoronaVac quando decidiu por sua suspensão e que, diante da gravidade do caso e da “precariedade dos dados enviados pelo patrocinador naquele momento”, julgou que a interrupção seria a medida mais adequada. De fato, foi avisada seis dias antes de tomar a decisão e alegou que não o fez antes porque foi submetida a hackers e perdeu a comunicação. Que desculpa amarela! E mais: a agência recebeu o parecer do comitê internacional às 17h de terça-feira, 10. Técnicos do órgão debateram a análise do comitê internacional na noite de terça 10 e manhã da quarta 11. A média de mortes por covid tem sido de 319 por dia, 738 óbitos pelo atraso para autorizar e desmascarar .a piada de Bolsonaro contra seu  adversário daqui a dois anos, João Doria.

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Assuntos para comentário da quinta-feira 12 de novembro de 2020-11-12

1 – Haisem – O que você tem a dizer sobre a notícia de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, autorizou a retomada das pesquisas sobre a vacina contra a covid-19 do laboratório chinês SinoVac e do Instituto Butantã e que providências deveriam ser tomadas a respeito dos dias perdidos na pesquisa

2 – Carolina – Bolsonaro no mundo da lua – Este é o título do primeiro editorial na página 3 da edição impressa do Estadão hoje. O que constata o jornal e quais as chances que tem a Nação de por o eleito para chefiá-la de volta às responsabilidades comezinhas da gestão republicana, por ele abandonadas

3 – Haisem – Qual a gravidade e que conseqüências na vida real podem ocorrer para que a constatação de que o senador Flávio Bolsonaro e sua mulher, Fernanda, sejam punidos na forma da lei pela compra de um imóvel de 295 mil e 500 reais de um imóvel na Barra da Tijuca, no Rio, com dinheiro vivo sem origem informada às autoridades

4 – Carolina – Governo quer trocar auxílio por microcrédito turbinado – Esta é a manchete de primeira página na edição impressa de nosso jornal hoje. O que a notícia revela sobre a capacidade que se pode esperar do Poder Executivo de proteger de fato o trabalhador brasileiro, seu emprego e sua renda na pandemia e na recessão econômica por ela gerada

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