As contas do Centrão contra a reforma
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As contas do Centrão contra a reforma

Paulinho da Força revela contas do Centrão no Dia do Trabalho: economia da reforma da Previdência não pode passar de R$ 600 bilhões para deixar eleição presidencial em aberto em 2012, evitando reeleição de Bolsonaro.

José Nêumanne

01 de maio de 2019 | 18h09

Paulinho da Força, pela primeira vez unido a Wagner Freitas, presidente da CUT, agora no combate à reforma da Previdência, e dane-se o cidadão. Foto: Pedro Venceslau/Estadão

O Centrão não quer saber das contas que o governo faz para mostrar o rombo da Previdência e, então, decidir se aprova, ou não, a reforma necessária para diminuir os gastos públicos com privilégios e, com isso, aliviar a economia e acabar com o desemprego. Paulinho da Força não teve pudor nenhum em tornar públicas as contas que interessam a seu grupo: para ele, se for economizado R$ 1 trilhão, Bolsonaro se reelegerá. Portanto, a economia tem de parar aí pelos R$ 500, R$ 600 bilhões. Acredite se quiser, mas esta é a matemática dos chefões políticos, que continuam mandando em seus bandos e influindo pra valer nas decisões do Congresso. O bolso do contribuinte, que banca esse prejuízo e paga o déficit com desemprego e recessão, nem entra em questão. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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