As 2 caras de Toffoli não têm vergonha

As 2 caras de Toffoli não têm vergonha

Após concluir voto que nem sequer no plenário alguém pareceu entender, presidente do STF fugiu a indagações de colegas que normalmente o acompanham, como Moraes, Marco Aurélio, Rosa e, pasmem, nem Lewandowski

José Nêumanne

22 de novembro de 2019 | 16h11

Nem Lewandowski, que vota quase sempre com Toffoli, desta vez se dispõe a engolir decisões monocráticas do presidente. Foto: Gabriela Biló/Estadão

O presidente do STF, Dias Toffoli, começou a votar na sessão desta semana dando a entender que proibiria compartilhamento de dados sigilosos da UIF, ex-Coaf. Mas, após suspender a reunião, passou a encaminhar na direção oposta, aceitando o compartilhamento para crime fiscal, descaminho e contrabando, crime contra a previdência e lavagem de dinheiro. E omitiu corrupção, conforme observou o jurista José Paulo Cavalcanti Filho. Foi um voto Jano, deus romano de 2 caras, uma olhando para um lado, e outra para o outro. No voto do ministro nenhuma tem vergonha. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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